Atacante diz que, do banco de reservas, percebeu que a altitude dava outra direção aos chutes de longa distância e revela sonho realizado
Herói do empate corintiano com o Independiente Medellín, da Colômbia, por 1 a 1, nesta quarta-feira, em Bogotá, pela segunda rodada da Taça Libertadores, Dentinho acredita que pode ter tido a contribuição da altitude para marcar o golaço aos 39 minutos do segundo tempo. O próprio jogador admite que, no nível do mar, a bola talvez não tivesse a direção certeira do ângulo do esquerdo do goleiro Bobadilla.
- Se fosse no Brasil, não sei se a bola entraria. Mas fui feliz e peguei muito bem na bola – afirmou.
Mesmo com o ótimo desempenho nos últimos jogos, Dentinho começou a partida no banco de reservas. E foi de lá que pôde observar toda a força que o ar rarefeito exerce sobre a bola em chutes de longa distância. Assim, decidiu arriscar.
- Eu vi que a bola estava fazendo muita curva. Quando entrei, pensei: “Agora, é a minha vez de tentar”. E chutei – acrescentou.
Além de evitar a primeira derrota do Timão na competição internacional, o jogador tem outro motivo para festa. Fanático pelo clube desde a infância pobre, em São Paulo, Dentinho sentiu na pele o sofrimento da torcida em outras edições do torneio, além da enorme gozação dos rivais São Paulo, Palmeiras e Santos, todos já campeões.
- Eu sou corintiano desde pequeno e sempre sonhei em fazer um gol pelo Corinthians na Libertadores. Vacilamos no gol deles, mas conseguimos um empate importante – completou. |