Sabia que a cidade de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, abriga três aldeias e um parque de 5.500 metros quadrados por onde passou o padre José de Anchieta? E que o Guinness Book indica que lá está a maior plataforma de pesca amadora de concreto armado do mundo? Essas são algumas das informações que o turista passa a conhecer no city tour gratuito promovido pela prefeitura, que ocorre aos sábados e domingos, às 10h30 e às 15 horas. O programa começou em fevereiro do ano passado e leva até 36 pessoas em um passeio de 1h20 pelos principais pontos turísticos do município.
O roteiro começa no Centro de Informações Turísticas, localizado na Avenida São Paulo, na frente da Igreja Matriz, altura do número 168. E o guia de turismo já começa a contar a história de Mongaguá no embarque dos passageiros no trenzinho roxo puxado por uma picape. "Destaco que esse modelo de veículo foi o primeiro usado como transporte público na cidade, no início da década de 1960, e até hoje ele tem esse fim no município", diz Ana Carla Camporeze, que integra a equipe de cinco guias que monitoram o passeio.
TRAJETO
Depois, o trem leva seus passageiros por ruas internas dos bairros e pela orla, que tem 11 praias em 13 quilômetros de extensão. No trajeto, avistam-se as principais atrações do município, como o Morro dos Macacos, onde há uma trilha urbana e uma imagem de 15 metros de altura e 2,5 toneladas de Nossa Senhora Aparecida, padroeira de Mongaguá. No caminho ainda está o prédio do antigo Hotel Balneário Marinho, inaugurado em 1910, o Skate Park - uma pista de skate de 600 metros quadrados -, um chafariz construído antes de 1850 e tido como o monumento mais antigo da cidade, a plataforma de pesca, o Parque Ecológico. Um dos locais mais frequentados por turistas é o Poço das Antas, que na alta temporada recebe por semana cerca de 5 mil pessoas que aproveitam suas piscinas naturais e trilhas. Também há passagens por feiras de artesanato.
Os passageiros não podem descer do trem durante o tour. "A ideia é despertar o interesse das pessoas pelos pontos turísticos para que elas voltem depois para aproveitá-los", explica a guia Ana Carla. Dá para visitar, por exemplo, o museu Casa da Memória - que conta com 170 painéis com fotos antigas, imagens de santos da Igreja Católica e documentos históricos - e duas das três aldeias indígenas da cidade (onde há venda de artesanato): a Itaoca, com cem moradores, e a Aguapeú, com 80 pessoas.
INÍCIO
"No começo, criamos esse passeio para os próprios moradores de Mongaguá conhecerem a cidade", conta Luciana Trizzini, diretora de Turismo do município. "Fizemos uma pesquisa e descobrimos que a maioria dos habitantes não conhecia os principais pontos turísticos. Notamos o problema: imagine se um turista chega aqui, pede uma sugestão ao dono da banca de jornal sobre o que fazer, e ele não tem ideia do que há de bom para aproveitar além da praia? Isso prejudica nossa imagem."
Assim surgiu o city tour. O trenzinho roxo começou a rodar em 13 de fevereiro de 2009. "Nos primeiros programas, levamos empresários do turismo, como donos de pousadas e comerciantes, para visitar as atrações, que estão passando por reformas e um processo de revitalização após anos de abandono", conta Luciana. "Neste verão, porém, o público-alvo são os visitantes."
Até agora, mais de 1.300 pessoas já fizeram o passeio em Mongaguá. Para garantir lugar no trem, faça a reserva no Centro de Informações Turísticas da cidade, que funciona das 10 horas às 20 horas. Mais informações pelo telefone (13) 3448-5832.
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